MANIFESTO

QUAL É A CENA

A superfície costuma ser uma parede. Pode ser no interior luxuoso de um escritório, de um comércio, de uma residência ou nos cômodos de um lugar abandonado. Também pode ser um vagão de trem, a fachada de um prédio, de uma empresa, ou uma parede esquecida no lugar mais sujo da cidade. As vezes nem parede é, madeira, metal, plástico, um sofá no lixo e outros materias assumem a posição de tela de pintura, que aliás também é utilizada.
 

Sobre a superfície vai a pintura, e através dela uma idéia e atitude fantasiadas de arte, apelidada de muitos nomes: graffiti, pixação, mural, desenho, ilustração. Há várias denominações, conforme a combinação de técnicas e circunstâncias que envolvam o desenvolvimento da obra, que nem sempre é considerada arte, frequentemente mal interpretada por tantas pessoas que começam a perceber o crescimento de um movimento que transforma completamente os ambientes numa questão de minutos, ou horas. Com o passar do tempo dias, ou semanas, e até meses no caso das grandes proporções. A proporção também é algo a ser considerado, afinal uma imagem com meio kilômetro de metros quadrados não passa despercebida na cidade, gritando em silêncio no meio de um mundo cheio de pessoas correndo de um lado para o outro.
 

E sob tudo isso vai uma expressão, que permite ao criador oferecer uma pequena mostra da sua visão única e particular de interpretar o universo ao seu redor, transmitindo uma mensagem que chega a trascender seu próprio entendimento. Existe intenção, porém mais do que isso existe o instinto.
 

Discutir o que é belo seria equivocado, o correto é contemplar e apreciar sua própria reação.

 



 

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